Fanfic I believe in love
"It was by accident... It happened."
Capítulo dois - New York
- NOVA YORK!
Fiz a melhor cara de animação que pude e desci até a cozinha para tomar café da manhã. Vi que meu pai fritava ovos:
- Tem o suficiente pra mim também? – me aproximei do fogão.
- Bom dia querida. – ele me deu um beijo na testa e se virou para colocar a frigideira em cima da mesa. Peguei minha tigela antes de me sentar à mesa, e a enchi com meu cereal preferido. Estiquei-me para pegar a caixa do leite que estava na bancada, e ao mesmo tempo, longe demais. Me desequilibrei da cadeira e caí, a tigela cheia de cereais caiu junto com o leite ensopando parte do meu pijama e do meu rosto. Papai caiu na gargalhada.
- Droga! – resmunguei tentando me levantar, mas logo desisti com receio de cair novamente devido ao piso molhado.
- Que barulho foi esse? – mamãe descia as escadas apressadamente. – Ai meu Deus. O que raios aconteceu aqui? – ela bateu de leve no ombro de Carl que se recompôs.
- Foi um acidente. A SeuNome tentou pegar o leite então... – ele gesticulou pra mim e sufocou uma gargalhada.
- Será que alguém pode me ajudar? – eu ainda estava sentada no chão com as costas no armário. Mamãe me colocou de pé e eu enxuguei meu rosto em uma toalha pendurada perto da pia.
- Deixe que eu limpo isso. – ela saiu da cozinha e voltou após alguns minutos com uma vassoura e um pano na mão.
Tomei meu café da manhã o mais rápido possível e subi para tomar banho.
Depois de me vestir com um moletom azul marinho e uma calça jeans clara, arrumei as malas e tentei imaginar um ponto positivo sobre a viagem. Algumas pessoas encontraram seu grande amor por acaso, e este pode ser o meu “acaso”, mas eu duvido muito. Há 50% de chance dos nova-iorquinos me acharem esquisita. Em contrapartida, eu não ia frequentar escola (tinha terminado minha faculdade de medicina havia duas semanas), então eu tinha tempo o suficiente para visitar vários lugares. Ou então ficar em casa assistindo séries de TV. Nenhuma das duas opções me agradava.
...
A viagem foi longa e cansativa, passei a maior parte do meu tempo lendo revistas e assistindo TV, que ficava na parte de trás de cada encosto. Não tinha vontade de dormir. Papai roncava baixo, mas eu ainda assim podia ouvi-lo. Pousamos no aeroporto às 05:30 da manhã do outro dia e “corremos” para pegar um táxi.
- Hotel Island Golden por favor. – mamãe falou e o motorista assentiu.
- Porque temos que morar em um hotel? - perguntei à mamãe olhando pela janela do carro. NY tinha vários prédios, já tinha visto na televisão mas nunca pensei em ver tudo isso de perto. Nem nunca tive vontade.
- Porque ainda não compramos a casa. Mas em torno de dois meses, já teremos uma. - ela sorriu pra mim. Sorri em resposta, depois voltei meus olhos para a janela do carro.
Alguns minutos se passaram, eu estava quase adormecendo quando senti uma leve batida na janela. Olhei assustada, e vi que meus pais estavam do lado de fora. Abri a porta em um movimento rápido e fechei-a, o táxi se distanciou e eu me senti um tanto envergonhada. Percebi que estávamos na porta do hotel, e eu não conseguia me mexer, não queria entrar. Encarava aquele prédio alto cheio de janelas, como se ele fosse me devorar. Naquele momento a única coisa que eu desejava era poder acordar daquele pesadelo e dizer a mim mesma que aquilo não estava acontecendo, mas infelizmente aquilo era real.[...]

Nenhum comentário:
Postar um comentário